quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Oportuníssimo


"Stumbled round, you I found
Adored your glory and you my story
Then you let me down, let me down
You know we're the same
Once I frowned, then I found
The one I love, as if from above
You smile at me, I smile at you
We were the same
You are not an enemy
You are not an enemy
Gentle as the sky
Please don't ask me why
You are not an enemy
You are not an enemy
Gentle as the sky
Please don't ask me why
I cry"

JJ72 - Nameless

Led

Arma de arremesso


«O medo é o que impede que tudo o que chega às mãos dos homens não se torne em sua propriedade. Basta produzir uma impressão que não se pode explicar, inserindo no medo o desconforto da culpa. É assim que milhões de pessoas podem ser pastoreadas nas ribeiras da paz por muito poucas. E nas trincheiras da guerra por outras tantas, senão as mesmas.»

Agustina Bessa-Luís

Led

Uma voz vinda de uma minoria silenciosa


" Em Franca, os Muçulmanos perseguiram um escritor que declarou que 'O Islamismo era a religião mais estúpida e ofensiva do mundo'. Aparentemente tratava-se de uma incitação ao ódio racial. Aqui somos capazes de fazer valer os nossos direitos - coisa que na maioria dos países islâmicos nunca poderíamos fazer. Mas este francês fez mal em escrever que o Islão precisava de crescer? Que pensar do incitamento ao ódio aos judeus no Corão? Os Muçulmanos que invocam o Corão para justificar o anti-semitismo não deveriam, também, serem perseguidos pela justiça? Ou seria ainda 'repressão violenta'? Com a nossa piedade sobre nós mesmos e os nossos silêncios ostensivos, nós, Muçulmanos, conspiramos contra nós mesmos. Estamos em crise e queremos arrastar o mundo inteiro com a nossa crise."

"Mesmo no Ocidente ensina-se correntemente aos Muçulmanos que o Corão é a última manifestação da vontade de Deus, que suplanta a de Torah e a do Novo Testamento. Como manifestação ultima, o Corão é o texto 'perfeito' - que não pode ser questionado, analisado ou interpretado. Ele não pode ser senão acreditado."

"O Corão lembra aos Muçulmanos que eles não são Deus. E por consequência os homens e as mulheres deveriam ser justos nos direitos que exigem uns dos outros: (...) 'Honrem as vossas mães que vos carregaram. Deus observa-vos sempre.' O que parece estranho é que no mesmo capítulo - algumas linhas na frente - o Corão inverte completamente a corrente de pensamento: 'Os homens têm autoridade sobre as mulheres porque Deus fez os homens superiores às mulheres e porque os homens gastam as suas riquezas para as sustentar. Deus fez as mulheres obedientes... Quanto às mulheres de quem duvidem da obediência, castiguem-nas, ponham-nas a dormir em camas separadas e espanquem-nas.'"

Por mais incrédulos que fiquemos, estas passagens do Corão não são inventadas. É isto que as mulheres e os homens Muçulmanos aprendem no decorrer das suas vidas ...”
Irshad Manji - " The Trouble with Islam today: A Muslim's Call for Reform in Her Faith"
Led (a tradução não foi minha)

Para quem estiver perto da capital


COMUNICADO - CONVITE

Na próxima 5ª feira, 9 de Fevereiro, pelas 15 horas, um grupo de cidadãos portugueses irá manifestar a sua solidariedade para com os cidadãos dinamarqueses (cartoonistas e não-cartoonistas), na Embaixada da Dinamarca, na Rua Castilho nº 14, em Lisboa.
Convidamos desde já todos os concidadãos a participarem neste acto cívico em nome de uma pedra basilar da nossa existência: a liberdade de expressão.
Não nos move ódio ou ressentimento contra nenhuma religião ou causa. Mas não podemos aceitar que o medo domine a agenda do século XXI.
Cidadãos livres, de um país livre que integra uma comunidade de Estados livres chamada União Europeia, publicaram num jornal privado desenhos cómicos.
Não discutimos o direito de alguém a considerar esses desenhos de mau gosto. Não discutimos o direito de alguém a sentir-se ofendido. Mas consideramos inaceitável que um suposto ofendido se permita ameaçar, agredir e atentar contra a integridade física e o bom nome de quem apenas o ofendeu com palavras e desenhos num meio de comunicação livre.
Não esqueçamos que a sátira ? os romanos diziam mesmo "Satura quidem tota nostra est" ? é um género particularmente querido a mais de dois milénios de cultura europeia, e que todas as ditaduras começam sempre por censurar os livros "de gosto duvidoso", "má moral", "blasfemos", "ofensivos à moral e aos bons costumes".
Apelamos ainda ao governo da república portuguesa para que se solidarize com um país europeu que partilha connosco um projecto de união que, a par do progresso económico, pretende assegurar aos seus membros, Estados e Cidadãos, a liberdade de expressão e os valores democráticos a que sentimos ter direito.
Pela liberdade de expressão, nos subscrevemos:

- Rui Zink
- Manuel João Ramos
- Luísa Jacobetty

Led

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

February Stars


Hanging on
Here until I’m gone
Right where I belong
Just hanging on

Even though

Watched you come and go
How was I to know
You’d steal the show?

One day I’ll have enough
To gamble
I’ll wait to hear your final call
And bet it all

Hanging on
Here until I’m gone
Right where I belong
Just hanging on

Even though

I passed the time alone
Soon we’re so unknown
It heals the soul

You’ll ask for walls I'll build them higher
We’ll light the shadows of them all
I’d stand but they’re much too tall
And I fall

February stars!

Floating in the dark!
Temporary scars!
February stars!

Foo Fighters

Led

Pedras basilares


"What is freedom of expression? Without the freedom to offend, it ceases to exist” Salman RUSHDIE (1947-)

“I disapprove entirely of what you say, but I will defend to the death your right to say it.”
Francois Marie Arouet VOLTAIRE (1694-1778)

Led

10 actos livres de expressão

10 notas a reter :

1) “Os muçulmanos têm, evidentemente, o direito todo de se indignarem com os referidos "cartoons". Só que o problema não está na indignação. O problema está - como devia ser mais do que óbvio mas afinal parece que não é - na forma como essa indignação se manifesta. Aqui o princípio democrático estrutura-se em várias coisas e uma delas, basilar, é o princípio da liberdade criativa. E podemos indignar-nos com tudo o que quisermos. Só que há limites às manifestações dessa indignação. E o limite são as leis. Não vale portanto assassinar realizadores de cinema (como aconteceu na Holanda), nem lançar penas de morte sobre escritores (Salman Rushdie) nem chantagear governos democráticos de países democráticos para que estes violem as próprias regras base da democracia (como está agora a acontecer na Dinamarca). Aqui, pelo menos, isso não vale. E, perante as chantagens islâmicas, surgirem vozes ocidentais com peso político pregando o "bom-senso" na tal liberdade criativa, representa, só por si, um condicionamento dessa liberdade. Por outras palavras: é fazer o jogo daqueles que querem transladar para aqui a sua maldita cultura ditatorial (que é, afinal de contas, uma cultura de morte). Portanto, a solução para impedir a contaminação no Ocidente do pior da cultura radical islâmica não se faz por cedências ao "bom senso". Pelo contrário: tem é que se repetir à exaustão o gesto alegadamente criminoso, até que o fascismo islâmico perceba que quanto mais chantagear e mais ameaçar mais ofendido ficará.”

2) “O direito à manifestação da indignação faz parte também da liberdade de expressão. Mas "cá" a manifestação da indignação faz-se dentro dos limites da lei. Com manifestações de rua (mas sem violência) e/ou nos tribunais e até doutras formas (não me chocaria, por exemplo, que os muçulmanos decretassem um boicote ao jornal em causa). No caso dos "cartoons" não foi só isso que se viu. Viu-se isso e muito mais. Ameaças, coacção física e, por exemplo, destruição de embaixadas (que são território de "cá", embora no estrangeiro). Os humilhados e ofendidos do islamismo - os que "cá" vivem - têm de, nomeadamente, perceber que não é pressionando um Governo (no caso o da Dinamarca) e chantageando-o economicamente que se impõe limites à liberdade de expressão. "Cá" não são os governos que vigiam a liberdade de expressão; são os tribunais. "Cá" é assim que se funciona - "lá" é como eles quiserem. Ou seja: nos países islâmicos eles que se organizem como quiserem. Eu, indo lá, respeito as regras de "lá". Mas "cá" respeitam-se as regras de "cá".”

3)Daniel Oliveira , o mesmo Daniel Oliveira do Bloco de Esquerda, especialista nos vícios da Igreja e na denúncia dos seus escandalosos abusos, apareceu ontem na SIC-Notícias como o grande defensor do direito à indignação por parte dos que se sentem justamente ofendidos nos preceitos da religião. O direito à indignação explica tudo o que se passa no Islão: multidões em fúria, exigindo vingança e queimando bandeiras dinamarquesas; retaliações diplomáticas; ameaças de bomba; destruição de embaixadas; sanções económicas. Para Daniel Oliveira, são simples manifestações de quem se sente ultrajado nas suas mais profundas convicções. Qual é o problema de se queimar, aqui e ali, uma bandeira, num legítimo acesso de indignação? Os que se sentiram ofendidos com a caricatura do Papa com um preservativo no nariz, não fizeram também…um abaixo-assinado? Se uns se entregam à violência de um abaixo-assinado por que não hão-de os outros queimar pacificamente umas bandeiras e destruir duas ou três embaixadas? Pois é! Não perceber isto é não perceber o essencial de uma esquerda complexada que faz gala no ataque à Igreja para melhor poder… respeitar o Islão.”

4) “Ó Daniel, lembras-te de ter disto isto? "Cristo não é familiar ou amigo de ninguém aqui. É uma personagem histórica. Pode ser gozada, sem que isso tenha de ofender ninguém." http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/050990.html Se calhar foi um clone, só assim se compreende.”

5) “A história das caricaturas dinamarquesas é extremamente simples e começa e acaba numa linha: é uma questão de liberdade. Ou há, ou não há. O que é novo e precupante são as toalhas de palavras e justificações que começam a ocultar o que devia ser absolutamente simples e onde qualquer palavra a mais é demais.”

6) “A questão essencial é a da desproporcionalidade dos meios de reacção, destruir as embaixadas dos paises mais tolerantes, solidários e fraternos é uma declaração de guerra da barbárie contra a civilização. As democracias não podem envergonhar-se, nem têm que se justificar ou pedir desculpa por defenderem a liberdade de expressão. O jornal Jyllands-Posten e o governo dinamarquês pela voz do primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen só erraram no momento em que decidiram pedir desculpas por algo que nada tinha de errado. Foi abrir um precedente sem sentido, foi consentir a ideologia fanática radicalizada do mundo islâmico, uma humilhação completa e cobarde. Pena que o petróleo e os restantes abonos económicos mais uma vez estejam à frente da intransigência na defesa dos valores morais que constituem a nossa sociedade.”

7) “Incitações ao ódio, violentas, puras e explícitas podem perfeitamente não ser abarcadas no conceito de liberdade de expressão de uma sociedade democrática, e sempre na medida em que esta, querendo preservar-se como democrática, creia que proibir a liberdade de expressão de anti-democratas a coloca menos em risco que, permitindo-a. E, por outro lado, os cartoons sobre Maomé não podem ser consideradas incitações explícitas ou violentas ao ódio anti-islâmico. Tal como um preservativo no nariz do Papa tão pouco o é. O discurso nazi dos anos 20 e 30 esse sim estava plegado de infinitas incitações ao ódio, violentas e explícitas até a exaustão. É absurdo querer comparar uma coisa com a outra. O que talvez não seja tão absurdo é comparar o ódio contra Ocidente nos discursos dos imanes radicais do mundo muçulmano com o discurso da propaganda hitleriana contra o sionismo.”

8) “Sem Erasmo, a Reforma, o iluminismo e o socialismo; e sem a arte, a ciência e a crítica bíblica, a Europa ocidental, para sossego e conforto do seu espírito, seria agora quase oriental e, com sorte, até talvez muçulmana. Uma hipótese que aparentemente agrada a toda a gente que por aí rasteja para não ofender ou amansar a conhecida susceptibilidade do Islão. A tirania do "politicamente correcto" já não permite pensar que a civilização greco-latina e judeo-cristã da Europa e da América é uma civilização superior; e superior, muito em especial, à civilização falhada muçulmana e árabe. Mas, quer se pense quer não, o facto permanece e a subserviência do Ocidente perante a intimidação islâmica, a propósito dos cartoons da Dinamarca ou de qualquer outro pretexto, envergonha e humilha.”

9) “Lamento, mas esta não é uma questão de gosto. O valor ou a oportunidade dos cartoons publicados no Jyllands-Posten, o já famoso jornal dinamarquês, não são para aqui chamados. Defender o direito de publicação de uma dúzia de cartoons sobre Maomé não me obriga a defender o seu conteúdo e muito menos a concordar com os objectivos explícitos (ou não explícitos) dos seus autores: obriga-me apenas a defender uma coisa tão simples como a liberdade de expressão. Se a liberdade de expressão se mantivesse sempre nos limites do “aceitável”, como alguns pretendem, não precisaria de ser defendida. São precisamente os excessos que a põem à prova. E são quase sempre esses excessos que nos parecem deploráveis. O mundo não é perfeito.”

10) A liberdade, a igualdade e a tolerância são princípios dos quais não estou disposto a abdicar, mesmo que por vezes tal me provoque alguns dissabores. Os benefícios ultrapassam, seguramente, as desvantagens.

Uma colecção de excertos de textos publicados pelos intervenientes e comentadores anónimos de vários blogues:
Led

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Google aceita censura do governo Chinês


A censura aqui!

“ A versão chinesa do popular motor de pesquisa, lançada hoje, aceita as regras de censura impostas por Pequim.”

“A Repórteres Sem Fronteiras (RSF), por exemplo, afirma que hoje é "um dia negro para a liberdade de expressão na China".

Hão-de explicar-me ainda quando é que a RSF conheceu um dia "claro" para a liberdade de expressão naquele país...

Led (já sabem, nada de pesquisas por "totalitarismo", “ditadura” ou "repressão")

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Post Blue


It’s in the water baby, it’s in the pills that bring you down
It’s in the water baby, it’s in your bag of golden brown
It’s in the water baby, it’s in your frequency
It’s in the water baby, it’s between you and me

It’s in the water baby, it’s in the pills that pick you up
It’s in the water baby, it’s in the special way we fuck
It’s in the water baby, it’s in your family tree
It’s in the water baby, it’s between you and me

Bite the hand that feeds
Tap the vein that bleeds
Down on my bended knees
I break the back of love for you

It’s in the water baby, it’s in the pills that bring you down
It’s in the water baby, it’s in your bag of golden brown
It’s in the water baby, it’s in your frequency
It’s in the water baby, it’s between you and me

Bite the hand that feeds
Tap the vein that bleeds
Down on my bended knees
I break the back of love for you

Placebo - "Post Blue"

Led

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

C64

Tenho imensas saudades deste maquinão!

Do leitor de cassetes. Dos 64 kilobytes de memória RAM. Dos gráficos de 16 cores. Da espera interminável (e de sucesso não assegurado) para que jogos como Terminator, Winter Games, Street Fighter, International Karate, Batman ou Ninja Master pudessem finalmente ser aceites pelo computador. Do Joystick manhoso. Dos bips a rondar o melódico. Das revistas de especialidade. Da rivalidade com o clã ZX Spectrum. Da queda anunciada após a chegada cruel ao mercado do irmão mais novo e significativamente superior Commodore Amiga e mais tarde do IBM-PC (que chegaria a ser o meu segundo cpu). Do culto emocionante do bicho de mil e um chips juntamente com o meu irmão.

Sinto falta sobretudo dessa ingenuidade reinante, da novidade, do assombro perante o big-bang da informática nos finais dos anos 80. Essa evolução explosiva continua ainda hoje, mas não surpreende e nos toca como outrora. O que tenho saudades no fundo é de ser criança e de cumprir essa condição sem o saber…o computador serve-me então na memória apenas como símbolo (de 16 cores) dos melhores tempos da minha vida.


Enfim…o computador mais vendido do mundo até hoje, de acordo com livro Guinness. O meu fiel amigo para sempre perdido (empilhado algures na garagem) mas nunca esquecido.

May it rest in peace!

Led

Tretas políticas

Matches
The following items best match your score:
System: Socialism
Variation: Moderate Socialism
Ideologies: Social Democratism
US Parties: No match.
Presidents: Jimmy Carter (87.50%)
2004 US Election Candidates: John Kerry (81.78%), Ralph Nader (81.78%), George W. Bush (56.25%)

e acrescentando...

2006 Portuguese Election Candidates : Mário Soares (82%) , Cavaco Silva (25%) , Manuel Alegre (15%) , Francisco Louçã (9%) , Jerónimo de Sousa (5%)

http://www.moral-politics.com/

Super divertido!!!!

Led

domingo, 29 de janeiro de 2006

Força de Viver


Notícia: http://br.news.yahoo.com/060128/25/11e25.html

Disseram no telejornal que se manteve quase 24horas à tona da água graças a reflexos inconscientes dos membros superiores e inferiores...simplesmente inacreditável! Aprendeu a nadar aos 2 meses de idade...fantástico!
Estava destinada a morrer...mas decidiu viver!
Mas existe melhor lição comovente de humanidade do que esta?
Fuck Yeah!


Led

O Nevão


Évora, esta tarde...

Link


Led

sábado, 28 de janeiro de 2006

Um clássico humorístico antes do clássico da capital


“Ao ver Leonor Pinhão a chorar, há bocado, na televisão, sendo interrogada sobre a vitória de Luís Filipe Vieira (eleições de 2003), só me ocorreu dizer-lhe uma coisa: Leonor, um homem não chora pá!”
Led

Driving on the left or in the right: some facts

“About a quarter of the world drives on the left, and the countries that do are mostly old British colonies. This strange quirk perplexes the rest of the world; but there is a perfectly good reason:
Driving on the left:

In the past, almost everybody travelled on the left side of the road because that was the most sensible option for feudal, violent societies. Since most people are right-handed, swordsmen preferred to keep to the left in order to have their right arm nearer to an opponent and their scabbard further from him. Moreover, it reduced the chance of the scabbard (worn on the left) hitting other people.
Furthermore, a right-handed person finds it easier to mount a horse from the left side of the horse, and it would be very difficult to do otherwise if wearing a sword (which would be worn on the left). It is safer to mount and dismount towards the side of the road, rather than in the middle of traffic, so if one mounts on the left, then the horse should be ridden on the left side of the road.
Driving on the right:

In the late 1700s, however, teamsters in France and the United States began hauling farm products in big wagons pulled by several pairs of horses. These wagons had no driver's seat; instead the driver sat on the left rear horse, so he could keep his right arm free to lash the team. Since he was sitting on the left, he naturally wanted everybody to pass on the left so he could look down and make sure he kept clear of the oncoming wagon’s wheels. Therefore he kept to the right side of the road.

In addition, the French Revolution of 1789 gave a huge impetus to right-hand travel in Europe. The fact is, before the Revolution, the aristocracy travelled on the left of the road, forcing the peasantry over to the right, but after the storming of the Bastille and the subsequent events, aristocrats preferred to keep a low profile and joined the peasants on the right.
On going process:

Later, Napoleon's conquests spread the new rightism to the Low Countries (Belgium, the Netherlands and Luxembourg), Switzerland, Germany, Poland, Russia and many parts of Spain and Italy. The states that had resisted Napoleon kept left – Britain, the Austro-Hungarian Empire and Portugal. This European division, between the left- and right-hand nations would remain fixed for more than 100 years, until after the First World War.

The trend among nations over the years has been toward driving on the right, but Britain has done its best to stave off global homogenisation. With the expansion of travel and road building in the 1800s, traffic regulations were made in every country. Left-hand driving was made mandatory in Britain in 1835. Countries which were part of the British Empire followed suit. This is why to this very day, India, Australasia and the former British colonies in Africa go left. An exception to the rule, however, is Egypt, which had been conquered by Napoleon before becoming a British dependency.
Portugal:

In Europe, the remaining left-driving countries switched one by one to driving on the right. Portugal changed in 1920s. The change took place on the same day in the whole country, including the colonies. Territories, however, which bordered other left-driving countries were exempted. That is why Macau, Goa (now part of India) and Portuguese East Africa kept the old system. East Timor, which borders left-driving Indonesia, did change to the right though, but left-hand traffic was reintroduced by the Indonesians in 1975.
Overview:

In the 1960s, Great Britain also considered changing, but the country’s conservative powers did everything they could to nip the proposal in the bud. Furthermore, the fact that it would cost billions of pounds to change everything round wasn’t much of an incentive… Eventually, Britain dropped the idea. Today, only four European countries still drive on the left: the United Kingdom, Ireland, Cyprus and Malta."

Link


Led

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Hamas aqui


“Desculpem lá se apesar de tudo ando a vibrar mais com as eleições na Palestina…

Grande questão: que fazer no caso de o Hamas vir a fazer parte do executivo palestiniano, ou mesmo só se aquela organização extremista se tornar numa das forças políticas principais nas instituições da Palestina? Dilema sério... Como lidar com um movimento que pretende islamizar a Palestina - uma sociedade árabe conhecida pela sua laicidade - e destruir Israel; um movimento que foi responsável por centenas de mortos civis em atentados suicidas.

Se é difícil imaginar o Hamas à mesa com Israel, pensem nas relações entre este país e a OLP nos anos 70: agora todos rezam em Tel Aviv para que a Fatah ganhe as eleições – como mudaram as coisas numa geração...

(Só um pequeno aparte: a Direita israelita finalmente vai aceitando aquilo que a Esquerda vem considerando inevitável há 10 anos: Israel tem que se retirar da maior parte dos Territórios Ocupados de uma vez por todas; o grande debate doméstico em Israel neste momento tem a ver com o timing e as condições dessa retirada e a eterna questão de Jerusalém; a Esquerda está preparada a abrir mão de todos os bairros árabes de Jerusalém Oriental (excluindo a Cidade Antiga, com o Kotel [Muro das Lamentações]), enquanto a Direita fala de manter o controlo sobre toda a área de Jerusalém: dêem-lhes tempo; ainda há dois anos, Sharon dizia que mais cedo retirava de Tel Aviv do que de Gaza... Ah! E quanto ao 'Muro da Vergonha', medida eminentemente razoável para separar dois povos que pura e simplesmente não podem viver lado a lado, existe um consenso em Israel sobre a necessidade imperiosa de concluir a sua construção; é preciso, isso sim, é garantir que o Muro percorre um trajecto, se não idêntico, então o mais sobreposto possível com as fronteiras de '67).

Pois é, inimigos de Israel “out there”, preparem-se para tempos em que a demonização do Estado Judaico vai exigir muito mais imaginação e zelo. Mas para os mais apaixonados entre vós, não é uma concessão aqui, ou uma moderaçãozinha ali, que vos vai tirar o gosto de odiar o Mau da Fita-Fetiche. Desculpem lá o veneno.”
Led

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Placebo - "Meds" (released at 13.03.06)


'Well, if you haven’t already heard through the grapevine, then here it is officially, the fifth Placebo album title is called ’MEDS’.The track listing is as follows:

1. Meds
2. Infra-red
3. Drag
4. Space Monkey
5. Follow The Cops Back Home
6. Post Blue
7. Because I Want You
8. Blind
9. Pierrot The Clown
10. Broken Promise
11. One Of A Kind
12. In The Cold Light Of Morning
13. Song To Say Goodbye

'Because I Want You’ will be the first single from the forthcoming album in the UK only is now set for release on March 6th.The first single Worldwide (excluding UK) we can now exclusively reveal will be the track ‘Song To Say Goodbye’, released on March 6th.”

O quinto álbum de estúdio da banda inglesa, ainda sem nome, foi produzido por Dimitri Tikovoi (o mentor do projecto Trash Palace) e contou com as misturas finais a cargo de Flood. O sucessor de «Sleeping With Ghosts», de 2003, conta com a participação da vocalista dos The Kills, Alison «VV» Mosshart, no temaMeds’.
As melhores canções para mim são as sombreadas a vermelho
Led (já está disponível na net, mas sugiro que acabem por o comprar se forem apreciadores como eu.)

Beware the effects of flesh sin!

Led

Mercenário


“Em Inglaterra o futuro de Sven-Goran Eriksson continua a ser tema de especulações, no rescaldo de mais uma polémica envolvendo o treinador sueco. Muita imprensa inglesa vai assegurando que o seleccionador deixará o cargo logo após o Campeonato do Mundo da Alemanha e já se avançam nomes de possíveis sucessores. O de Luis Felipe Scolari é um deles. E o treinador da Selecção portuguesa admite pensar no assunto.
(...)
Scolari diz ainda que a Inglaterra «é uma das quatro ou cinco equipas com grandes possibilidades de ganharem o Mundial», elogiando o futebol que se pratica em terras de Sua Majestade. Para o brasileiro o desporto-rei inglês «melhorou muito nos últimos anos, o jogo está mais aberto e melhor», mas poderia melhorar ainda com «um pouco mais de alegria e mais mobilidade», salienta, deixando antever que poderá ser pelo seu cunho que essa evolução qualitativa acontecerá.O seleccionador de Portugal considera ainda que o facto de não dominar perfeitamente o inglês não é problema. «Já falo inglês suficiente para me defender», assegura, acrescentando que «após dois ou três meses de trabalho intensivo seria capaz de dar entrevistas».”
Primeiro foi o clube da luz, agora a selecção inglesa...Não serão estes comentários altamente irresponsáveis e eticamente reprováveis quando se ainda representa a selecção de futebol de um país em vésperas de mundial? Mas isto não merece destaque nas páginas desportivas? Mas vão continuar a tentar fazer de nós pobres tolos adeptos de futebol?
Não terá o bronco Gilberto Madaíl algo a dizer sobre o assunto? Mas acho que acabei de responder na própria pergunta... Nunca sabe de nada, nunca tem responsabilidade por nada...
Perante o salário elevadíssimo que aufere como nenhum outro ( cerca de 400 mil contos por ano) vir a público fazer estes comentários deixa-me, no mínimo, enojado. Mas percebo que dentro do meio jornalístico desportivo rasco nacional de constante veneração e acatamento ao Sr. Scolari não haja um único comentário sarcástico de repúdio em relação a mais um “quero, posso e mando” vindo do mercenário mor do futebol nacional. Somos insultados e ainda agradecemos.
Eu acho impressionante tamanha ingenuidade e passividade face a mais uma jogada clara de oportunismo interesseiro sem escrúpulos.

Haja
vergonha!

Por mim já tinha feito as malas mais cedo....
Led

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

No âmbito do plano tecnológico


Depois do investimento na nova refinaria de Sines, na fábrica de pilhas de hidrogénio em Montemor-o-Velho, do fabrico no novo modelo VW na Auto Europa, da fábrica da IKEA em Ponte de Lima e do estudo sobre o projecto parceria MIT surge agora uma boa notícia para o país e mais especificamente para o concelho de Coimbra:

Artigo

Led (Espero que não venham daqui por um ano dizer que se trata do efeito Cavaco Silva!)

Não se trata de poesia

Em grande parte do mundo bloguístico nacional pude constatar (e sem surpresa) o destilar de ódio em relação a Soares ou a Sócrates. Ninguém quer ficar do lado dos derrotados, todos uns vencedores orgulhosos a transbordar de razão. Apesar da sua idade Soares fez a campanha mais empenhada e arriscada de sempre e pode dizer-se: não obstante terem sido cometidos erros de abordagem, fez a campanha mais activa e mais próxima do maior número de portugueses, de todos os candidatos. Mas Soares também perdeu por culpa própria, por má escolha do secretariado do partido socialista ( a única possível de conceber como monopolizadora ao inicio das previsões) e por uma campanha mal vinculada e gerida (ex: excesso de centralização no adversário). Isto eu aceito tranquilamente e sem rancor porque nunca foi o meu candidato ideal (este seria, sem sombra de dúvidas António Guterres ou Jaime Gama).

Mas não me lembro de umas eleições que me tenham deixado tão incomodado no desfecho. Basta dar um vista de olhos pelos comentários de cronistas jornalísticos ou pelo universo dos blogs mais politizados. Um odor a vingança, a desforra ressabiada, em jeito de aversão desrespeitosa pela figura. Muitos eleitores que votaram em Alegre (e quiçá uma significativa parte senão a maior) o que quis, foi humilhar Soares. Cavaco não os incomoda. Soares era o mal que era preciso extirpar. Acho que muita gente desejou por um desfecho indigno para Soares. Tal não aconteceu pois a personalidade mais enraizada na nossa cultura democrática não se apaga com uma simples derrota eleitoral. O seu passado áureo já ninguém lho tira e é em função deste que tem rolado a nossa juvenil experiência democrática.

Detesto onanimismos ou consensos circunstanciais. Por isso não consigo adaptar-me facilmente ao sucesso da ideia-chavão do "anti-sistema" e "supra-partidarismo" de Alegre que tão bem vendeu nestas eleições. Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e sempre um engano. Sempre uma amostra de potencial retórico sem actos e consistência para o apoiar. Um dos responsáveis pela perda de peso político de Coimbra e da região centro que foi gradualmente e sorrateiramente sendo esquecida nas gavetas da assembleia. Mas quem tem memória não esquece facilmente a carambola que foi sendo sempre aprontada e sempre em nome da região. O slogan mais recente da campanha presidencial é mais astucioso e romantizado mas o conteúdo vago e abstracto foi o mesmo de sempre.

Portanto não houve “Trova do Vento Que Passa” ou tributo aos defuntos gloriosos e à pátria que me desviasse das minhas convicções. Para mim existiu apenas um acto egoísta de oportunismo político matematica e cinicamente calculado. Na sua mais pura base religiosa inconsciente, o povo sempre idolatrou mártires e rebeldes com mensagens convenientes e fáceis de decorar ( o caricatural fenómeno “D.Quixote” como alguém teve a originalidade de o descrever). Alegre e seus pares bem souberam como gerir e vender essa alegoria de vitimização de ocasião a muitos ingénuos que não se quiseram informar mais. Quem ouvisse Helena Roseta (aquela que disse que ele é maior que o partido socialista) advogar sobre «o milhão (ou mais) de votos» de Alegre, julgaria que foi hoje a primeira vez que alguém concorreu contra o sistema. Como se nunca tivesse havido Otelo, em 1976 (obtendo 26% contra os 58% de Eanes) e 1980; Pintasilgo em 1986; vários outsiders da Direita, como os generais Veloso e Galvão de Melo, etc (wikipedia).

Quem saberá realmente o que se passou nos bastidores do casting socialista? Como se pode patrocinar a ideia de apunhalamento político quando não existe qualquer facto que o corrobore? Alegre nunca foi o candidato oficial do partido socialista, apenas lhe foi questionado sobre a disponibilidade para o tal. O mesmo foi feito a António Guterres, Jaime Gama e António Vitorino. Infelizmente nenhum destes aceitou. Mas não existiram lugares reservados, houve discussão e debate dentro do partido e o estabelecimento de um estudo de sondagens. As sondagens não lhe eram favoráveis ao inicio ( basta ver a imprensa da altura) e o PS decidiu que seria necessário um candidato de maior relevo e peso político para derrubar Cavaco. Alegre tinha "anti-corpos" dentro do partido, como o prova a corrida à liderança (16% dos votos contra a larga maioria de 80% de Sócrates), e nunca seria apoiado internamente. A escolha obvia e única na altura de evitar uma crise interna só podia ser mesmo a candidatura conglomeradora de Mário Soares. O resto foi o que se viu...

Ser parte integrante de um partido implica, e voluntariamente, assentir os princípios e regras constituintes. Ninguém está ali obrigado. Quando não se concorda com a estrutura elementar de um partido, a medida mais coerente e nobre só pode ser a deposição de funções. Tal não aconteceu e se acontecer já não será no momento certo de honestidade, no momento de confrontação com o povo eleitor. A abstenção seria até aceitável mas nunca, nunca a criação de uma nova candidatura no recinto do partido que sempre o acolheu e do qual sempre sorveu. Não seria então já para mim a questão primitiva de decidir se queria um candidato da minha área ideológica ou não, seria uma questão de dignidade política. A mesma repulsa teria sentido se porventura Santana Lopes tivesse de facto concebido uma nova candidatura dentro do seio da esfera política social-
democrata.

Ninguém questionaria os “malefícios” da "diabólica e mafiosa" máquina partidária se esta o tivesse escolhido a ele. E teria ele algo a dizer ao país se não tivesse a vitimização do seu lado? Manuel Alegre foi o "candidato da cidadania" apenas porque não foi escolhido pelo partido. Presume-se que vá continuar no partido. Com mais ou menos “sarilhos inconstitucionais”. Com mais ou menos "cidadania". Resta agora saber o que acharam verdadeiramente os militantes socialistas deste acto de traição política pois o seu discurso idealista de pátria e cidadania poética aqui já não serve.

Led

domingo, 22 de janeiro de 2006

Agora e Sempre

O combatente pela Liberdade antes e depois do 25 de Abril de 74. O homem da nossa adesão à UE. O homem da Fonte Luminosa. O homem que teve a espinhosa missão de acabar com 14 anos de guerra colonial, fazendo uma descolonização com década e meia de atraso. O homem que foi PM duas vezes nos momentos mais difíceis do pós-25 de Abril. O homem que salvou o país duas vezes da bancarrota. O homem que fez já dois mandatos como PR. O homem que melhor encarna o espírito socialista nacional de resistência anti-fascista, de tolerância e de laicismo. Um defensor dos Direitos Humanos, do Estado de Direito democrático e do Direito Internacional. Um Europeísta de gema. E o político português mais prestigiado além fronteiras.

A força dos números não deixa lugar a outras interpretações, a direita e Cavaco Silva ganharam com toda a legitimidade democrática. A esquerda e todos os seus candidatos perderam com toda a justiça e demérito próprio.

Não alteraria contudo o meu sentido de voto de modo algum mesmo perante as circunstâncias. Mário Soares arriscou-se a perder desde o início porque era simplesmente igual a si mesmo. Correu porque está vivo. Correu porque não vira as costas à luta política ou ao jogo político, porque ele é também isso mesmo e sem qualquer desonra, um político. Mas correu porque entendeu, e bem, que Portugal ainda precisava (e precisa) dele. Correu sem vergonha ou constrangimento de ser apoiado pela máquina partidária que sempre esteve com ele desde 1973, data da sua implantação em clandestinidade. Combateu de igual para igual aos seus 81 anos, com uma frescura mental e física invejável.

Para mim, e justamente nesta hora triste de derrota eleitoral, constato que este não foi um voto qualquer. Foi um voto de afecto, de reconhecimento, de excelência.

Subscrevendo o próprio:
Só é vencido quem desiste de lutar...

Led


sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Linda Martini - um amor de combate


“No princípio existiu a urgência punk e o espírito “faz tu mesmo”. em 2003 celebraram as cinzas e na sombra da cidade, por entre viagens suburbanas, reclamaram os linda martini. trouxeram três guitarras, baixo, bateria, voz, samples, melódica, harmónica e o que mais ditou a ocasião. única premissa na casa de partida: suar e cantar em português. porque sim. a primeira maqueta foi gravada algures entre 2004 e 2005”

Assim se definem os portugueses lisboetas Linda Martini, uma das mais promissoras bandas nacionais para 2006.

A banda de post-rock ( ou perto disso) portuguesa que tem dado que falar muito à custa das suas enérgicas prestações ao vivo pretende finalmente editar 2 álbuns.

O primeiro registo a ser lançado será um EP, composto pelas mesmas músicas que fazem parte do Promo Cd '05. O EP, será assim, uma remistura e remasterização (com a colaboração dos músicos dos God Is An Astronaut ) do trabalho anterior divulgado no site oficial e sairá no mercado no próximo dia 30 de Janeiro.

O álbum de longa-duração de originais da banda de Queluz, está previsto para o dia 24 de Abril. Este album de estreia da banda lisboeta terá ainda distribuição em países como a Irlanda, Espanha, Brasil, Inglaterra, Áustria, Suíça e Alemanha.

Ambos os registos irão ter o selo da Naked (a mesma editora dos God Is An Astronaut em Portugal).

Da agenda dos Linda Martini para os próximos meses constam ainda vários concertos, tanto em Portugal como no estrangeiro (Irlanda e Reino Unido).

A estreia da banda tem sido acompanhada pela actuação do colectivo We Are Not Rock Dj's, nome irónico para uma dupla que deambula pelas várias derivações rock. We Are Not Rock Dj's são: Luis Bandeira e Filipe Rodrigues (editor do site Diário Digital e Disco Digital).


Promo CD'05:
1 – Este Mar
2 – Amor Combate
3 – Efémera
4 – Lição de voo Nº1

Outras canções tocadas ao vivo:
- Dá-me a tua melhor faca
- A Severa
- Mordaça


Led ( a fazer serviço público)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

As razões de Alegre


“Todas as semanas tento descobrir alguma coisa que caracterize a campanha de Alegre e encontro sempre o mesmo: o tema da campanha de Alegre é a candidatura de Alegre, as suas razões, as suas vicissitudes, os ataques do PS, as aleivosias do “aparelho” do PS, e o hiper-elogio da grande coragem, do magnífico “acto de cidadania” que foi fazer uma candidatura nestas circunstâncias. Alegre apresenta-se sempre como “o homem que ninguém cala”, como se fosse o único na política portuguesa com essa virtude.
(...)
...uma campanha que nunca se ergueu de toda uma mitologia da “cidadania”, permanentemente auto-elogiosa, e demasiado presa ás suas circunstâncias para ganhar dimensão. Mas por que raio, em 2005-6, fazer uma candidatura dissidente no PS é assim uma coisa tão corajosa que justifique andar três meses a encher o peito?
(...)
Alegre na sua campanha acaba por gerar os efeitos contrários à mensagem que quer passar, porque sobrevaloriza o “acto de cidadania” que é, num partido democrático num país democrático, candidatar-se contra a liderança. Big deal.
(...)

Quisesse Alegre ir mais longe por aqui e o seu discurso político teria utilidade, mas mesmo que o fosse, era pouco para uma candidatura presidencial.”

JPP

Led

Será desta?


Artigo

Led

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Mister Koeman a consolar o adversário...


Led

Tortoise : album de raridades + album de covers


Os Tortoise vão editar uma caixa de três discos no próximo mês de Abril. O registo contém 33 temas raros da banda norte-americana. Rhythms, Resolutions and Clusters – título do primeiro álbum de remisturas que a banda lançou, datado de 1995 – era o título previsto para esta edição mas prevê-se que o nome ainda seja alterado até à altura do lançamento.
Esta caixa de raridades contém um DVD e dois CDs. O DVD ainda não está terminado. Os CDs são compostos por temas raros, na sua maioria remisturas da autoria de artistas como Autechre, Yo La Tengo e Mike Watt. As remisturas editadas previamente em Rhythms, Resolutions and Clusters também estão incluídos neste pacote. Para além dos lados-B de singles e remisturas, poderão ser encontrados nos CDs canções incluídas em compilações e faixas bónus.

Entretanto, o lançamento de The Brave and the Bold, álbum de covers dos Tortoise com Will Oldham (no seu pseudónimo Bonnie Prince Billy ), está agendado para o dia 24 de Janeiro nos Estados Unidos. Ainda durante este ano a banda vai começar a trabalhar no seu próximo álbum de originais, que deverá ser lançado no final do ano.
Setlists:
Tortoise - Rhythms, Resolutions, & Clusters rarities box (probable title) (RD:11/04/06)
Gamera (1995 Duophonic single)
The Source of Uncertainty (1996 Headz 2 compilation)
Blackbird (2001 Standards Japanese bonus track)
Sexual for Elizabeth (2001 Five Deez remix)
To Day Retrieval (1998 Autechre remix)
Whitewater (1995 Soul Static Sound single)
Didjeridoo (2001 Red Hot + Indigo compilation)
Autumn Sweater (1997 Yo La Tengo remix)
Wait (1996 Offbeat: A Red Hot Sound Trip compilation)
Jetty '99 remix (1999 Chicago 2018: It's Gonna Come compilation)
Restless Waters (1996 The Lounge Ax Defense & Relocation Compact Disc compilation)
Vaus (1996 Duophonic split single with Stereolab)
Blue Station (2001 Standards Japanese bonus track)
Madison Area (1998 Thrill Jockey tour single)
Why We Fight (1995 Soul Static Sound single)
Elmerson, Lincoln, and Palmieri (2004 It's All Around You Japanese bonus track)
A Grape Dope (1996 Millions Now Living Will Never Die Japanese Bonus Track)
Peering (2001 Gently Cupping the Chin of the Ape Thrill Jockey tour single)
Goriri (1996 Millions Now Living Will Never Die Japanese bonus Track)
As You Said (1995 A Means to An End Joy Division tribute compilation)
CTA (2002 Urban Renewal Program compilation)
Deltitnu (2004 It's All Around You Japanese bonus track)
Adverse Camber (1998 Autechre remix)
Cliff Dweller Society (1995 Duophonic single)
Waihopai (2001 Gently Cupping the Chin of the Ape tour single)
TNT Nobukazu Takemura remix (1998 TNT Japanese bonus track)
Alcohall (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
Your New Rod (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
Cobwebbed (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
The Match Incident (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
Tin Cans Puerto Rican Remix (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
Not Quite East of the Ryan (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
Initial Gesture Protraction (Rhythms, Resolutions, & Clusters)
Cornpone Brunch Mike Watt remix (previously unreleased)
Will Oldham & Tortoise - The Brave And The Bold (RD: 24/01/06)
1 - Cravo e Canela (Milton Nascimento)
2 - Thunder Road (Bruce Springsteen)
3 - It's Expected I'm Gone (The Minutemen)
4 - Daniel (Elton John)
5 - Love Is Love (Lungfish)
6 - Pancho (Don Williams)
7 - That's Pep! (Devo)
8 - Some Say (I Got Devil) (Melanie)
9 - The Calvary Cross (Richard Thompson)
10- On My Own (Quix*o*tic)
Led

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

O novo Messias

"Um antigo ministro de Cavaco sobre as presidenciais: «Precisamos de um Presidente que veja tudo e que saiba tudo». A omnividência e a omniciência sempre foram propriedades divinas. Felizes os povos que podem eleger Deus para Chefe de Estado..."

Vital Moreira em Causa Nossa

Led

sábado, 14 de janeiro de 2006

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Led

From: Death Valley : Deadman The Undertaker VS Randy Orton – The legend killer



"The Undertaker defeated Randy Orton at WrestleMania 21 after Orton challenged him on RAW, claiming that he would defeat Undertaker and thus end his WrestleMania winning streak. It was billed as "Legend vs. Legend Killer" and included interference from Orton's father, legendary wrestler "Cowboy" Bob Orton. In actuality, The Undertaker is believed to have requested this match due to his antipathy towards the original plans for him, which would have seen him teaming with Kane to face Gene Snitsky and Heidenreich.

(…)

At SummerSlam, Undertaker and Randy Orton had a WrestleMania rematch, which Randy Orton won when Bob Orton distracted the Undertaker. After weeks of buildup involving Undertaker and the Ortons taunting each other with caskets, Undertaker lost to Randy Orton and "Cowboy" Bob Orton in a Handicap Casket Match at No Mercy. After the match the Ortons poured gasoline on the casket and set it on fire. WWE.com reported that after the charred casket was opened it was discovered that The Undertaker had vanished. The Undertaker made a dramatic return at the 2005 Survivor Series, emerging from a burning casket while Randy Orton was celebrating being the sole survivor of the main event match.

(…)

Despite an attack involving the late Eddie Guerrero's lowrider on the November 30, 2005 SmackDown! special, Undertaker returned on the Friday SmackDown! show to haunt Orton and to set up a “Hell in the Cell” final match at 18/12/05 between Orton and The Undertaker at WWE Armageddon , which Undertaker won via Tombstone Piledriver.
By the end of this match, The Undertaker, Randy Orton, Cowboy Boy and referee Nick Patrick were bloodied! Nick Patrick was stretchered out and Charles Robinson was attacked by Cow Bob Orton when he tried to count. The Undertaker whacked both Ortons with the urn, then hit them both with Tombstones and pinned Randy to win.... After the match, Taker tosses the urn up to the top of the cage. He then climbs to the top of the cage with the urn and surveys his punishment. The crowd cheers The Undertaker on as he kneels down in celebration of his win over Randy Orton."

More information here:
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Undertaker
http://www.wwe.com/superstars/smackdown/undertaker/
http://www.obsessedwithwrestling.com/columns/kirstyquested/05.html

and some nice videos here:
http://www.wwe.com/superstars/smackdown/undertaker/videos/
http://www.wwe.com/superstars/smackdown/undertaker/hellinacell/


and listen to the Deadman’s theme “Rest in Peace” just right here!





Led (I knew he would beat Randy “pussy” Orton up!!)

"Santana Lopes o quê?"

Antes... e depois...

Custa a acreditar que alguém cujo assessor, Fernando Lima, o informa todas as manhãs das principais e mais importantes notícias, não soubesse que Santana Lopes o criticara no dia anterior. Este é o resultado.
Led

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Coheed and Cambria - "Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume One - From fear Through the Eyes of Madness" (2005)


Eu sei, eu sei...muita música nesta última semana...
Mas este album (o 3º) é mesmo muito bom para quem (como eu) gosta do Sci-Fi/Opera/ Prog/ Alt-Rock de bandas como The Mars Volta ou The Bled misturado com o heavy metal extravagante de "Iron Maiden" ou "Queensryche".
Aqui fica a sugestão para os mais metaleiros!
Abraço.
Uma review em muitas.
Led

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Alegre exposto

É hoje clara a opção que os portugueses têm: eleger Cavaco à primeira volta ou impedir que isso aconteça, votando (obrigatoriamente) em qualquer candidato da esquerda.
Neste caso, Soares disputará uma 2ª volta histórica com o candidato da direita, não só porque a distância para os companheiros é substancial, como o seu talento é reconhecido e verificável no contexto do seu percurso e também porque segurará garantidamente o eleitorado do PS, ferido e a perceber as duas vinganças de que está a ser alvo.
Pergunta: no limite em que no encontramos, o que gostaria mais o eleitor de esquerda? Que Soares não se tivesse lançado nesta aventura ou que Cavaco perdesse surpreendentemente, contra todas as lógicas pré estabelecidas a este combate?
Manuel Alegre, sejamos claros, tem-se demonstrado igual a si mesmo. Conta-me quem o conhece que é profundamente arrogante, que trata quase todos os seus colegas de bancada como inferiores, tal é a redoma intelectual em que se imagina.
Manuel Alegre relega o partido a que sempre pertenceu, de que é dirigente, ao qual se candidatou a Secretário Geral há menos de um ano, procurando agora uma profunda divisão no partido, contra José Sócrates e os actuais dirigentes do PS.
Manuel Alegre é o detentor único da verdade e dos valores. Quando as sondagens o davam à frente, procurava galvanizar as suas hostes. O resultado é o que se vê, ninguém comparece, ninguém se entusiasma, ninguém se atravessa. Quando as sondagens o dão atrás, estão marteladas.
Há um segredo que ainda não foi (nem o será até ao fim desta epopeia) contado: se Soares não tem avançado, estava em curso uma verdadeira crise política no PS, com uma cisão terrível que teria como consequência uma provável implosão da actual estrutura. O PS não seguiria Alegre, como nunca seguirá Gama ou outros lideres de facção limítrofe (por isso o partido consegue um equilíbrio vital para a sua existência).
Pergunta: não será isso uma atitude contra os partidos e os seus funcionamentos? Não será isso pouco democrático, dada a importância vital dos partidos no nosso regime, não obstante os profundos problemas dos seus actuais funcionamentos?
Pergunta: se a ideia tem pegado, como seria de futuro? Um militante candidatava-se a Secretário Geral e se perdesse, se não convencer os seus pares, apresentava outros candidatos (primeiro-ministro, presidente de câmara e etc.), se não concordasse com as escolhas dos órgãos legitimamente eleitos?
(...)
Manuel Alegre vai falhar esta sua candidatura, enganando algumas pessoa que estão de certeza de boa fé, no seu legítimo apoio. Mas o seu futuro político não ficará impoluto. Manuel Alegre pagará bem cara esta vergonhosa situação. E mesmo que o PS não o possa excluir (por motivos éticos e de damage control), o mínimo é que ele próprio o faça.
De uma coisa nunca mais se vai livrar: estragou toda a sua vida política activa. Passou de militante referência a persona non grata.
Passe à prática, Manuel Alegre. Demonstre que é possível a participação política a nível nacional, fora dos partidos.
Ou vai continuar a mamar à conta do PS, como fez até agora?"
Humberto Bernardo - "O Estado Afirmação"

Led (nem mais!)
Posted by Picasa

God is An Astronaut: “All is Violent, All is Bright”


“The comedian Steve Wright has a joke about wanting to put a humidifier and a dehumidifier in a room together and letting them fight it out. A similar experiment could be conducted with albums by Mogwai, Secret Machines, Sigur Ros and God Is An Astronaut - and there would be times when the Dublin trio would come out on top.
Unlike many instrumental outfits, finding your way into a God Is An Astronaut track is easy; getting back out takes a while. They don't fall into the trap of power for the sake of it or quiet-because-we're-not-sure-what-should-happen-next and, as a result, 'All Is Violent, All Is Bright' makes sure there's room for both the epic and the catchy between the speakers.
Great with the volume up or down and urgent throughout, it'll still sound as colossal in December as it does now. December 2010 that is.”

Harry Guerin (RTE.ie)

Quem vem comigo?
Dia 13/01/06 - Santiago Alquimista, Lisboa - EUR 10,00
Dia 14/01/06Casa das Artes, Vila Nova de Famalicão - EUR 10,00

Led (ouvi-os uma vez em mais uma sessão nocturna de Indiegente e tive que mandar obrigatoriamente um email ao Calado a perguntar-lhe o nome e de onde provinham as 2 penúltimas músicas da playlist dessa noite – madrasta até então- que se tornou especial nesses preciosos momentos de melodia desgarrada. Assim nasceram os “God is an Astronaut” para mim e viciado neste album tenho andado durante a última semana.)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Experimental Jet Set, Trash and No Star


We hardly make as much coin as some people, which is kind of bad. We never had a gold record. More people know our name than actually buy our records. When there was a big alternative-rock explosion, our music was still too difficult. It was experimental and weird, and even though there were songs there, they were still a little too fucked-up.
(…)

I think it’s the commercialisation of punk rock and catering to dumbed-down culture, and the whole, dare I say, nu metal and Limp Biskit thing. That was a really disturbed period. I mean, it’s still there, the aggro-boy thing. Hardcore had it too, but the hardcore bands in the early 80’s, like Minor Threat, were so young and were all virgins. All of a sudden, you had these 16-year olds jumping on top of each other, and that scene lost its flavour when they lost their virginity, because they discovered sex and didn’t really need each other anymore. Then gangs of guys thought we were doing music about hate and beating people up, when it was much more statement-oriented and ironic and cynical and poetic. It was protest music to some degree, so the misreading of punk rock by dumb dudes, that really is something that needs to be rectified.
(…)
I still have people come up to me like – “ I really, really liked your last record.” “Ok, thanks!”“Are you going to do “loser” tonight?” “I’m like, “Look, I’m six foot six. Beck is five foot six, all right?”
Thurston Moore – Spin Magazine (November 2005)
Led

Pouca vergonha


“Depois de todas as ofensas que Alberto João tem feito o país e à sua democracia ir à madeira ao beija-mão do líder do governo regional é, no mínimo, falta de dignidade, e ainda mais o é no caso de Cavaco Silva que durante anos foi um autêntico bombo da festa. Nem Alegre escapou à tentação dos votos e também lá foi tecer elogios insinuando que o défice de democracia na Madeira é o mesmo que se verifica no continente, isto é, validou politicamente os comportamentos de Alberto. «Défice democrático na Madeira? Para o candidato a Belém Manuel Alegre, "há tanto défice democrático na região como nos outros lados", ou seja, é um mal que percorre o território nacional de lés-a-lés.» [Diário de Notícias Link] Falta de dignidade de Cavaco Silva e pouca-vergonha de Manuel Alegre.

Já vi defenderem o Alberto de formas mais subtis.”

O Jumento

Led

domingo, 8 de janeiro de 2006

A Contra-revolução


Na alta da minha cidade alguém conseguiu finalmente ter piada.O que dirão os manipulados fanáticos de certas repúblicas que eu conheço...

Roubado aqui!

Led