segunda-feira, 4 de junho de 2007

PJ-SP

Parece que o melhor festival de 2007 tem hora marcada às 23:40 dos dias 8 e 9.


Que me desculpem os fãs dos Beastie Boys ou dos The White Stripes ou ainda do Rui Veloso do Hip-Hop nacional (o atormentado patriotista Sam,The Kid) – o resto é trivial.

Led

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Mercenários da vergonha

Só dá vontade de chorar! A SAD perdeu definitivamente toda e qualquer réstia de vergonha que ainda conservava. O constrangimento financeiro porque passa o clube (com origem nas trapalhadas contratuais da mesma SAD nas últimas épocas) e o campeonato ganho não podem legitimar tudo. O miúdo de 19 anos teve apenas 3 meses para encantar adeptos, críticos e rivais...e assim brusca e tristemente se apagou um dos últimos fachos de genuinidade do Dragão! Uma autêntica vergonha! Dos 30 milhões da venda, 24 vão para o FCPorto e apenas 13 milhões constituem o ganho líquido da compra de 80% do passe do jogador. Miserável negócio! Não podiam ter esperado mais um ano para valorizarem o puto! Que esses cavalheiros e o presidente encham bem as carteiras e vendam ainda o Quaresma, Lucho, Pepe ou o Bosingwa e comprem mais uns quantos Marrequos, Tariks e Alans para compensar! Rendi-me por completo à vossa falta de respeito pelo futebol e pelos adeptos. A industrialização do futebol é uma realidade incontornável? Não chega. Interesses obscuros? Pois então, façam bom proveito!
Acabou-se, não volto a falar de futebol neste blog.
Led

Mais uma

Passados 5 meses chegámos ao dia de mais uma greve geral. Contra as políticas ofensivas neoliberais do governo e os patrões ciosos e exploradores. O sagrado direito constitucional do contra-poder comuna que aposta mais uma vez na carpideira chantagista empenhada desta feita na ameaça de extinção dos serviços mínimos da função pública. A fórmula do costume. Porque pelos vistos não há liberdade sindical em Portugal. Imagino se houvesse.

Espera-se portanto uma boa afluência nos centros comerciais.
Led

sábado, 26 de maio de 2007

Do the evolution

Na TV no outro dia um documentário sobre uma possível guerra nuclear entre o Irão e Israel. Fiquei com os nervos arruinados. Combatem-se hoje a máquina pura da guerra e a violência ideológica. O Islamismo fundamentalista é uma força política para efeitos políticos. E a memória ancestral do seu império, face à desagregação da Europa e domínio Israelita funciona naturalmente para um revanchismo. Sempre uma guerra, para os que a conduziram, foi uma guerra de interesses ou de predomínio. Mas foi a religião que unificou os seus combatentes. E, todavia, nada me disse praticamente de novo. Mas somos assim feitos – e só um dedo apontado nos faz ver o que tínhamos há muito diante dos olhos. Sobretudo esta coisa horrenda e é que uma desatenção, um instante de demência pode remeter-nos para a pré-história. Que significa, diante disso, tudo o que nos preocupa em filosofia, arte, economia ou até escaramuças políticas ? A razão é imbatível naturalmente enquanto tem o que combater. E quando já não tem nada, combate-se a si- servindo-se de si. É onde estamos. Um simples equívoco de botões pode equivocar o destino da humanidade inteira.


Pearl Jam - Do The Evolution

Led

domingo, 20 de maio de 2007

Ó campeão

Os posts sobre futebol normalmente não me costumam granjear muitos simpatizantes ao blog, mas de qualquer modo aqui vai num grito de raiva surda:
Campeões, carago!
Nem Proenças, Lucílios, Órgãos disciplinares, Apitos dourados, Carolinas, Morgados, Vieiras, Veigas, Leonores Pinhões e afins, conseguiram remover o mérito impoluto ao 22º campeonato ganho pelo Porto. Foi um campeonato intenso e disputado até à última gota e ao contrário do que afirmou à pouco na RTPN o Jorge Gabriel, acusando o Porto de ser um vencedor meramente pontual (retórica imbecilóide causada por um rancor mal disfarçado), o que conta é a totalidade do campeonato e não a fracção dele que mais lhe convém.

Resta-me a parte da vitimização:

Apesar do manifesto crescimento do número de adeptos, é difícil ser portista numa cidade maioritariamente verde e rúbea mas já diz um excerto do hino e muito bem:

Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oohh porto então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós!

Esta noite vou dormir finalmente sossegado ( e o Jesualdo já pode finalmente deixar de fumar).
Ahhhhhh...:)
Led (quem me compra o Record amanhã?)

sábado, 19 de maio de 2007

If Only Tonight I Could Sleep

Terminou à pouco o programa “MTV Icon” no VH1 que esta semana trazia os “The Cure” da sua tumba sombria de cinzas e rosas cremadas...E todo o etéreo romântico do gótico seduziu desde logo o meu imaginário doentio de peixes inveterado, condenado a permanecer em casa numa noite abafada de sexta-feira. Portanto, não pude deixar de trazer para aqui a excelente versão dos "Deftones" para um favorito do álbum “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”, já aliás gravada no disco de raridades de Chino Moreno e companhia. É que chego mesmo a preferir esta versão ao original com o que de densidade mística e de enlevo veio acrescentar a fímbria vocal de Chino. Mas afastei-me do estava para dizer inicialmente. Ou talvez não. De qualquer modo, travo aqui.

Deftones - If Only Tonight We Could Sleep

And the rain would cry
As our faces slipped away
And the rain would cry

Don't let it end...

Led

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Aérea

O vasto silêncio da noite lunar que desce. Uma breve tristeza que sobe.

Led

É isto?

Carreguem neste link se quiserem saber mais sobre o novo álbum dos Pumpkins com saída prevista para 7 de Julho deste ano.

Led

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Uzi and Ari - It Is Freezing Out (2006)

Uzi and Ari - Don't Black Out.mp3
Estou abismado com estes tipos e inteiramente agradecido ao Kraak pela divulgação.

Depois de um primeiro álbum de edição de autor de 2005 com uma vertente mais pós-rock (embora ache que as comparações generalizadas a Mogwai e Radiohead pequem por uma pressa de referenciar e de uma certa falta de imaginação) - “Don't Leave In Such a Hurry”; este quarteto de Salt Lake City (que se apropriou dos nomes dos agitados filhos de Ben Stiller no filme “Os Tenenbaums“) trazem-nos já no final de 2006 um álbum fantástico a puxar mais ao lado electrónico e ambiental da coisa : "It Is Freezing Out”. Aqui, a comparação aos "The Postal Service" e ao "Kid A" de Thom e Jonny Greenwood já-me vão fazendo algum sentido e este tema é disso um excelente exemplo.

Absolutamente recomendado!

Led

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Eduardo Lourenço


Ontem, na revista Pública - a saborosa entrevista ao melhor ensaísta, pensador e critico literário e político português dos últimos 50 anos:


Eduardo Lourenço fala das suas origens beirãs; dos tempos de estudante em Coimbra ; da geração de 70 e das suas referências literárias e políticas; da ruptura anunciada e do ostracismo a que o remeteu o PCP após escrita de “Heterodoxia”; do exílio em França; da URSS e da queda do Muro; do Maio de 68; da Guerra Fria; da diabolização em abstracto de Salazar com a urgência de Abril; da nostalgia do catolicismo; de Pessoa, etc,etc...

Enfim...imprescindível para os admiradores!

"(...) O paradoxo é que estar em toda a parte e não estar em nenhuma, é também uma forma de solidão. E, talvez como forma de nos defendermos dessa dispersão, dessa ubiquidade, em vez de sairmos e voltarmos a casa, como fez a geração de 70, agora queremos é mesmo estar numa Tormes permanente, com a televisão a fornecer-nos as vistas. Eu não a ponho em causa. À noite, quando não tenho mais que fazer, vejo muita televisão. Sobretudo noticiários, mas também o canal ARTE, que tem coisas que os outros não têm. A televisão pode oferecer momentos muito interessantes. Pode ter-se ali, com agrado, uma espécie de cultura de bolso. Mas uniformiza os conhecimentos e os comportamentos de uma país- os bons e os maus – a todos os níveis.


(...) Mas a nossa tendência é a vivermos guetizados. Agora estamos todos, seja aqui ou na Patagónia, a ver o mesmo ecrã. É como o cosmonauta que viu a terra de fora pela primeira vez. Só que agora a vemos na televisão ou na Internet. No entanto, a verdade mais profunda é que a televisão serviu, sobretudo, para aproximar internamente o país. Vila Real e Bragança estão em Lisboa e vice-versa. O país está mais compacto. Mas, ao mesmo tempo, há uma auto-guetização. Veja um acontecimento como o das qualificações académicas do primeiro-ministro, sem dimensão, sem interesse, nem dentro nem fora de fronteiras, mas que pode ocupar o país um mês inteiro. Isto numa altura em que se estão a passar no mundo coisas que interessam aos destinos da humanidade. A televisão tem esta capacidade de estar em toda a parte, mas é um espelho que também nos pode reduzir à dimensão de um quarto de dormir. Estamos todos na mesma casa-de-banho. Continuamos na mesma ilha, agora com vistas para o mundo inteiro, mas que são só vistas. O que nos interessa mesmo é que se passa cá em casa. Mais uma vez, o Eça ilustrou isto : “O que nos interessa é o pé da Luisinha” (...)"


Led

domingo, 13 de maio de 2007

Pedido a Nossa Senhora de Fátima


Se hoje o meu clube se tornar bicampeão torno-me sócio do Porto! E da Académica, claro!

Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Fucile; Assunção, Lucho e Anderson; Lisandro, Adriano e Quaresma:

Garra e União para fazer do nosso Porto novamente Campeão!

Led

sábado, 12 de maio de 2007

Da ressaca

A passividade. Compensar a algazarra da noite prévia com uma tarde de silêncio cansado e constrangido de vergonha. E a estranheza de uma certa consciência de culpabilização pelo que não sei. Deve ser esse sentimento que me leva ao meu detestável. O abandono total, derramando por tudo em redor. Ter saudades de uma coisa bela que me morreu e de que tenho um indício no que me surge entre as saudades e que não está lá. Mas estou tão endurecido para o atingir. Pisado, petrificado, entorpecido, inútil. Não ter ideias senão a que se tem vagamente na consciência de as não ter. Pela inanidade do que me é em entusiasmo e motivação. Há dias em que é assim. Há horas em que é assim. A visão embaciada e a cabeça em desalinho. A escorrência de mim. A animalização. O repúdio pela modorra e a incapacidade de lhe fazer frente com uma vontade. A vegetalização. Há momentos em que é assim. Estou num deles mas só até ao limite de o saber...

Esta post é deplorável.

Vou ao cinema para ver se me cumpro em acção pelo menos numa fracção do dia.

Tenho dito.


Led

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Nem tudo findou em Omar e Cedric...

Conhecem esta voz de algum lado?

Sparta - Taking Back Control

Yep! Nada mais, nada menos do que Jim Ward, ex-vocalista secundário e guitarrista dos defuntos “At The Drive-In”, na sua “nova” (2001) banda “Sparta"...

Esta canção e também single é retirado do seu último (e terceiro) álbum -“Threes”- e...não me parece por agora que possa equivaler-se de alguma forma ao brilhante punk esgrouviado dos "ATDI" e ainda muito menos ao metal (e algo mais) progressivo e genial dos "The Mars Volta", mas enfim... é rock potente mesmo, mesmo muito interessante...
Para digerir com tranquilidade durante os próximos dias...
Led

terça-feira, 8 de maio de 2007

Mas alguém ainda tem dúvidas?

" (...) Sarkozy ganhou a presidência há dois anos, na noite em que chamou canalha ou, melhor dizendo, racaille aos grupos que incendiavam, agrediam e mataram nos arredores das cidades francesas. Por essa Europa fora, um frémito de horror fez franzir os sobrolhos das cabecinhas bem-pensantes: que horror, o homem chamara racaille àqueles jovens - e os jovens têm sempre razão? - que se manifestavam contra o sistema?! de nada servia argumentar que os jovens não se manifestavam e que destruíam o que apanhavam. Que aterrorizaram vizinhos e todos aqueles que não tinham meios de se mudar para outro lado. Os jornalistas que os tentaram entrevistar acabaram a fugir com medo de ser agredidos. E os conteúdos racistas e anti-democráticos dos ditos jovens eram e são editados no meio de atenuantes explicações sociológicas. Já as vítimas das agressões dos ditos revoltados mão tiveram direito a sociologia alguma, mesmo quando foram queimados ou espancados até à morte. Dir-se-á que chamar canalha a quem se porta como tal não é razão suficiente para ganhar eleições. De facto, não devia ser. Mas foi-o em França.(...)"
Helena Matos no Público de hoje
Led

New live DVD from Bonnaroo Festival?


Thom Yorke recently told BBC Radio 1 :

“We did this festival called Bonnaroo. We did 2,5 hours. And there's 80,0000 people, admittedly they've been smoking the sticky green all day, probably wouldn't go anywhere anyway. It was just amazing. We played loads of new stuff. We did whole sections of quiet piano songs and it sounds like the most grotesque self-indulgent nonsense but it probably is my favourite gig for years and years and years. It was a really mellow evening. Actually it's all being filmed, but we're sitting on it because there's loads of new stuff on it. Because we're mean like that. It will come out eventually."
Promessas leva-as o vento,Thom!
Led

Cidade Perdida II

E repito-me de certeza com mais um desabafo pesadíssimo e ridículo de melancolia que preciso de partilhar. De vez em quando é assim. Estes momentos bem definidos abrem-se-me na sensibilidade doente, são extremamente nítidos e inconfundíveis, mas não os sei evocar. Desta vez foi o momento de separação com a minha vida académica nesta cidade, da minha última queima como estudante quartanista, da festa vertiginosa de álcool e lágrimas e ingénua e infantil e de uma idade juvenil e para sempre saudosa. Porque o lembrei agora? Não sei bem. Talvez porque penso que me sentiria logrado na memória se pudesse voltar ao cortejo amanhã para constatar o que se perdeu impiedosamente na espiral do tempo. Queria ser coerente com a pintura emocionada que faço na memória sem a degradar com a força arrasadora da realidade ...Porque imaginar é que é bom, o resto, a redução ao contracto real, a expressão definitiva do que se imaginou é sempre decepcionante. De todo o modo, esse momento abriu-me intensamente à emotividade e gostaria agora de o fixar para de novo me existir na forma bem intensa e bem nítida com que me existiu. Mas quanta coisa nos não acode à memória emocionada e é talvez do que mais forte nos abala a vida em surpresa e fulgurância e não sabemos dizer. Há nessa despedida todo um mundo confuso que deixamos atrás, há a alegria que morreu, uma revoada de festa envolvendo esse instante, a incerteza e sedução do futuro, o encantamento de dois olhares que se fitam, uma abraço intenso de sinceridade, um céu alto de Primavera, há sobretudo a distância infinita donde agora celebramos tudo isso e uma música dolente que se imagina a prolongá-la ainda. Há isso e um encantamento triste de quem sorri e sofre no prazer desse sorriso. Cumprir o fado e resignar-me. E ser feliz aí...
Tarde de primavera no Pátio da Universidade, ó paisagem doce como a minha irrealidade. Nunca mais. Tudo é tão nós e o labirinto de uma absurda emoção. Uma voz sobe no horizonte, abre um eco pelo céu. Ouço-a, comovo-me. Adeus. Vais partir para os longes do Mondego. Nunca mais. A tua juventude fica e toda a invenção de beleza que te inventei. Vais-te embora, a vida chama-te. Olho-te onde estás, olho-te ainda uma vez. O rio espraiado ao longe reflectindo no céu imenso as duas colinas. Tudo é cansaço e amargura difícil. Nunca mais. Vais-te embora, saúdo-te com um gesto contido, deixo-te ali debruçada para o infinito. E para sempre aí ficarás para me visitares quando a vida for demais...
Led

domingo, 6 de maio de 2007

Cidade perdida

Recordo a monumental serenata transmitida na rádio na passada quinta-feira....E uma àspera melancolia dilacera-me não sei de onde. Vem a lamentação do nunca mais, ó estúpida Coimbra da estúpida juventude. Não a Coimbra do imediato e do dia-a-dia couraçado para a comoção ou a Coimbra da folia estudantil convencional e estereotipada mas a Coimbra pessoal do mito e do sem tempo e portanto indizível e imemorável. ...não a recordação para uma dimensão prática mas o que acede à evocação e que portanto sucumbe à emoção trespassando o mundo do domínio real. Do passado que se nos abre legendário na furtiva irrealidade que as nossas mãos não dominam. Abre-se o espaço rarefeito de mim. É o espaço da vertigem e da alucinação. Como explicar que nunca reencontrarei a cidade do sonho bebido que procuro e sinto apenas na evocação e na sua transcendência ... Que sentirão numa balada de Coimbra os que nunca por lá passaram? Porque toda a música se organiza com o passado, entremeando-se-lhe para o organizar. Uma balada de Coimbra é para mim sobretudo a imensidão do seu céu longínquo, aberto ao espaço da irradiação dessa balada. Coimbra é do imaginário e só assim depois de morrer ela nasce. Há portanto que recriá-lo no irreal que é o seu. O que existe na Coimbra legendária é o seu impossível, a eternidade da memória, o imóvel desse passado que é a transcendência do passado real que nunca existiu. Vibram as cordas no tempo, reboam num vasto céu ausente. Esta ressonância, esta vibração, esta estridência....Meu Deus. Que me é toda a especulação e problemas e sonhos? Uma guitarra retine, ecoa na distancia da minha alegria morta. Ouço-a e tudo em mim se desvanece no aéreo desta noite, uma mão erguida faz-me sinais de uma distancia de vertigem. Os acordes de guitarra ressoam ao espaço do universo. E eu sou nele como no refúgio derradeiro, como na serenidade de um profundo esquecimento, verdade única e final, saldo de uma vida para sempre . Ouço apenas, ouço. E foi só o que me ficou desse enigma para sempre inabitável- uma toada plangente dessa cidade perdida...
Led

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Leaks of the Day

Aqui vos ofereço os dois singles “radio-ripped” retirados respectivamente dos blogs Torr.typepad e Letssexyfighting que sairão dos novos álbuns dos Editors e dos Interpol. A qualidade como é óbvio não é a melhor mas já dá para ter uma ideia do progresso de cada uma das bandas e para o caso dos Editors sempre temos como opção ir ao respectivo my space oficial para ouvir o tema com qualidade superior. O segundo álbum dos Editors – An End Has To Start – será já posto à venda na Europa no dia 25 de Junho e terá a seguinte configuração de temas:

01 Smokers Outside the Hospital Doors
02 An End Has a Start
03 The Weight of the World
04 Bones
05 When Anger Shows
06 The Racing Rats
07 Push Your Head Towards the Air
08 Escape the Nest
09 Spiders
10 Well Worn Hand

por outro lado, o novo disco dos Interpol – Our Love to Admire (?) – terá saída oficial nas discografias nacionais apenas a 7 de Julho e não se sabe muito mais. Tenho dito!

Enjoy:

Interpol - Heinrich Maneuver
Led

domingo, 22 de abril de 2007

O velho ciclo

Pela boca morre o peixe.



PS: Saudades... de ver um Herman de meia-branca a fazer serviço público.

Led

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Starflyer 59 - Shoegazing-indie-christian-rock

Starflyer 59 - No New Kinda Story


Esta canção é retirada do 5º álbum (de 10) de originais dos “Starflyer 59” - Everybody Makes Mistakes – banda californiana, cuja exclusiva fonte de criatividade e também membro constante ao longo de 14 anos de existência é o luso-americano (curioso, no mínimo) Jason Martin, uma das grandes referencias do fenómeno indie norte-americano. Jason, multi-instrumentalista, compositor e produtor faz ainda parte de vários projectos paralelos onde se inclui “The Brothers Martin”, uma outra excelente aventura musical com o seu irmão Ronnie Martin, este último oriundo do pop analógico experimental dos igualmente famosos “Joy Electric”. Jason é ainda camionista ao serviço da companhia de transportes do seu pai (estou a ver aqui algo luso...).

O último álbum dos “Starflyer 59”- My Island - data de 2006 e é considerado pela crítica como o melhor e o mais representativo da longa discografia do grupo largamente influenciado por bandas do rock etéreo e distendido de “My Bloody Valentine” e “Lush” com alguma da energia colegial dos “Pixies” e a purgação lírica dos “The Smiths”.


Ah, o atributo "Christian" mencionado acima provém do facto de Jason Martin ser um católico assumido e da banda ter assinado com a editora Tooth & Nail Records, conhecida pela promoção de música contemporânea de pendor cristão ("Pedro The Lion" era também umas das bandas que outrora havia feito parte desta editora). Por esta razão , Jason é disseminado como exemplo moral pelos progressistas cristãos norte-americanos, ainda que as temáticas religiosas nunca tenham sido abordadas nas suas letras e mesmo que Jason tenha confessado ser um “cristão reformado” e não praticante. Enfim...


Fica por isso a sugestão de audição para os bloggers mais curiosos.

Great stuff!

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Além de ti

Para ti, meu amigo:

Não suspires por só conheceres o pequeno mundo que é o teu. Não te abales com a inveja dos que conhecem um mundo maior. A dimensão do teu mundo não é a sua mas aquela que tu tiveres. No recesso em que vives podes ter o universo. Porque o universo está em ti. A sedução de outras terras, outras gentes, de outro viver é só a falta do que te falta. Completa-te a ti e nada te faltará. O mundo que há em nós é mais vasto do que o mundo. Mas morre-se para sempre sem o ter percorrido. O homem vive com uma pequena fracção de si e pensa que essa fracção não é de si mas do mundo. Sê inteiro na posse de ti próprio e viverás em abundância. Porque todo o cosmos cabe no cosmos do homem. Mas o do homem não cabe no cosmos fora dele.
Led

sábado, 14 de abril de 2007

“Snakes on a Plane” is for girls...


Não existe tal coisa como “má publicidade”:

“Ahahahah!! Laughably bad movie following the track of earlier python and boa films..... bad acting (really bad), bad story (how they put the two snakes in one story with this unbelievably silly idea...), bad directing, bad cameraman skills (unnecessary close-ups, silly slow motions, except the shower scene.. :D ), bad special effects, .......bad everything!wanna see a good movie, don't go for this one!
However if you are a big fan of B (or i should say C ) movies, than this is one of the latest classics!
2/10”

Estou louco por ver!
Led

OPA ao Jornalismo

“ Ser engenheiro, doutor, arquitecto é muito mais importante do que ser competente, eficaz, íntegro e digno. A Imprensa portuguesa devolve a imagem do sítio onde existe: está pejada de doutores, engenheiros e arquitectos, quase todos péssimos jornalistas. E quase todos ascendentes a cargos de directoria, por atalhos amiúde sombrios. Escrevem desamparados de gramática e pouco favoráveis a reflectir sobre os acasos que apadrinham as razões.

(...) Se desconfiamos de Sócrates temos todo o direito de desconfiar daqueles que de ele desconfiam, de modo tão obsidiante. A arfante diligência com que jornais e televisões (não todos, não todas) desancam o homem – dá que pensar. E a vida ensinou-nos que nada acontece por banal prolongamento do acaso.

Ao que julgo saber, a história foi anunciada, há quase dois anos, na blogosfera. Porquê só agora este insistente apego a uma revelação que, afinal, o não é? As consequências possíveis das afirmações implicam os termos de uma responsabilidade que a entrevista de José Sócrates à RTP abordou, com demonstrada capacidade do entrevistado (...)
Deplorável a declaração de Marques Mendes, cada vez mais desorientado e confuso. Lamentável a irritação de Pacheco Pereira, cada vez mais vítima de incontrolável egolatria. ”

Baptista Bastos – Jornal de Negócios – Link

Led

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Alive!


É isto o Alive?

08 Junho (Sexta) : Pearl Jam; Linkin Park; Modest Mouse; Blasted Mechanism; The Used
09 Junho (Sábado) : Smashing Pumpkins; The White Stripes; (The Hives ou Kaiser Chiefs; Stone Sour ?)
10 Junho (Domingo) : Beastie Boys; Da Weasel; Sam the Kid; Buraka Som Sistema


Passe 3 dias - 90 euros
Bilhete diário – 45 euros
Geez!!

Haja dinheiro…e vai ter que haver!
Led

Keeping the pressure high...



Radiohead - All I Need (Live L.A. 2006)
Led

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Mais chuva para o resto da semana

Triste jornalismo este que passa duas semanas em volta de um celeuma gerado por motivos políticos sem se aperceber do cinismo de tal actividade. A obstinação e a revalorização de insinuações gravosas e artífices fraudulentos tendo unicamente como base boatos e informações fragmentadas e deslocadas originadas de fontes duvidosas. Sem seriedade, sem piedade, sem responsabilidade cívica, sem limites o mundo balbuciante de asquerosidades e suspeições mesquinhas que servem o oco de uma oposição que queria ser credível face a este governo. Sorrateiramente, sub-repticiamente e com muito esforço de contorcionismo ético lá se conseguiu encontrar o arauto da resistência num destemido militante do PSD com investigações circunspectas e imparciais (-líssimas) no universo incorruptível da blogosfera. E o país treme e bloqueia durante quase 3 semanas enrodilhado na chicana politiqueira disfarçada quase sempre de investigação louvável ou de exercício saudável de liberdade de imprensa. Nunca se questionam os motivos , os impulsos e as circunstâncias em que tais “investigações” ao cardápio académico de José Sócrates surgiam, todo o conceituado cronista e cómico afamado concentrava as suas energias no arreio público aberto e colectivo (como sempre) pois os factos eram indesmentíveis e a interrogação do seu manejo não interessava para o caso . A Universidade Independente está a morrer aos poucos, e daí surge uma fresta de colagem da polémica a um dos seus ex-alunos que por acaso até é primeiro-ministro. E claro que não pode haver acasos quando a sarrabulhada do mundo político é metida à pressão e como é óbvio os políticos têm de ser todos iguais neste país de mentes rasas. Uma oportunidade flagrante de revanche política quando não há mais nada senão um bom escândalo que faça as tiragens disparar.

A explicação de ontem à noite de José Sócrates até me pareceu sincera e credível para quem conhece um mendinho do mundo anárquico e folgado da requisição de certificados , das equivalência académicas inter-universitárias e os regimes de exclusividade para alunos transferidos que constituem o meio académico desprezando ainda o atoleiro excepcional em que se encontra a UI . Mas como é óbvio, e ouvindo desde logo as tiradas acusadoras de Marques Mendes ( um conceituado ex-professor da triste UI) após a entrevista, as revelações serão certamente insuficientes para demover o orgulho protagonista dos treinadores de bancada e dos profissionais do mundo político, pois aposto que o cinismo e o festival de insultos mascarados de astucia jornalística ou de oposição política acutilante vão continuar durante mais uns tempos. Até que mais uma polémica surja em todo o seu esplendor de novidade medíocre...para fazer render o peixe. Os novos analistas políticos. A farófia destes moços, toda feita de ideias e palavras estereotipadas. Bom mimetismo. E a exibição dos peitorais à custa dos peitorais dos outros – da boa reputação que dá o ser “avançado”... O tom destes vivaços como se dominassem a história. Falam alto de política, de crítica, de como é que tudo deve ser, com o riso oblíquo e seguro de quem convive com Apolo. Mas há quem se impressione. Há quem não veja muito para além do espectáculo mediático e imediato, sem distinção de contexto ou distanciamento ou de reflexão moderada. Se calhar até eu... E por isso estou tonto, entediado disto tudo. Tenho evitado falar de política pela náusea que me vira do avesso. Ou porque me endureci à pressão. Ou porque toda a gente se descobriu político e não havia vaga para mais um.

Led

terça-feira, 27 de março de 2007

They're back!

Lengthy crescendos, heavy distortion, ferocious drumming and soaring melodies Part III of the Chapter…
"It's easy to get lost in the strange balance between delicacy and muscle. " - The Onion (A.V. Club)
Magnificent!
Led

segunda-feira, 26 de março de 2007

Para lá das sombras

Findou neles o distante trabalho das gerações e nós agora não temos pais. Calaram-se neles as últimas palavras de amor e nós só conhecemos a saturação do prazer e da ostentação em massa do ego narciso camuflado de humanismo e individualismo progressista. Acabou neles a razão do heroísmo e nós só conhecemos o incerto , o cínico e o tablóide. Com eles morreu a arte e para nós sobrou o consumo da sua ruína com a puerilidade de uma cultura mecanista, imediatista e tecnopositivista com todos os ismos que se projectam do frenesim do consumismo involuntário. Cessaram nos nossos pais todas as religiões e todas as anti-religiões, que eram religiões do avesso, e a sua herança a transmitir foi apenas o desespero ou o silêncio dos profetas do vazio. Turbou-se nos nossos pais a certeza da justiça e a força de carácter e a instituição que nos foi legada é apenas a do cárcere politizado, com o preso e o carcereiro em papéis recíprocos e transaccionáveis. Perdeu-se nos nossos pais o conforto do saber, e a tranquilidade dos sistemas oscilou no desassossego. Quebrou-se neles a firmeza do afirmar, e dela regressámos para antes de ser firme. Corroeu-se neles a ideia de beleza e o que amealhámos para herança foi só quando muito o encanto do execrável das aparências. Mundo no limite a gritar de desorientação. Escuto em mim um eco morto- de que voz irreal? De que voz por nascer? Apocalipse sem anjos nem trombetas, o fim veio devagar como o silêncio da noite. E no entanto, a um instante lúcido e fugidio, na humildade do desastre, na polvilhação dos astros deste céu indiferente, no sol de uma nova manhã, uma flor nova irrompe- nova. Como a genesíaca flor ao vento sobre a face da terra. Porque nós estamos vivos e esta grandeza assim se nos coube. A nossa hora. Mais alto do que os deuses, porque aos deuses inventou, que o homem tente agora inventar-se a si mesmo. Que uma nova era se erga – vai erguer-se, eu o sei, nós o sabemos. Noutro mundo. Sob outro céu. Num novo alvorecer.

“There was a sense of disappointment as we left the mall
All the young people looked the same
Wearing their masks of cool and disinterest
Commerce dressed up as rebellion

Because we are so handsome and we are so bored
So entertain us, tell me a joke
Make it long, make it last forever
Make it cruel just make me laugh
We can't be hurt”
Uniform- Bloc Party
Led

sábado, 17 de março de 2007

quarta-feira, 14 de março de 2007

Distância de vertigem

E uma ternura sufocada sobe agora em mim. Uma necessidade bruta de te dizer que o calor do meu sangue precisava ainda algum tempo do teu para ser humano, e não a água tépida que depois veio a ser. Precisavas de te ter demorado um pouco mais, até o calor estabilizar no calor que me forneceste para eu ser fora de ti sem o saber. Mas se te não fosses, vê tu, nem saberia ou teria coragem para dizer-te isso, que nem sequer chega a final a ser sabê-lo dizer. Estou ainda e sobretudo hoje que passa um ano, confundido da tua ausência definitiva, que, quando passageira, tinha a definitividade e o conforto oculto de saber que algures existias. Julgava-te imortal, por direito consuetudinário. Ignorei naturalmente os avisos constantes da finitude que traziam os invernos agrestes que passámos na aldeia. Habituei-me a considerar-te estável como as leis do Universo. Mas morreste. Contra toda a verosimilhança, contra toda a lógica da vida, voaste para o intangível, para o absurdo que se explode em impossível. Porque, bem vistas as coisas, tu partiste de tão longe de mim, quando para longe pela última vez partiste. E no entanto, se isto se te pode dizer, cumpriste bem a tua vida no que é de se viver, com as satisfações e as amarguras que se lhe pertencem. Oitenta e dois anos são uma idade quase bíblica, e na Bíblia, como sabes avô, tudo tem a medida do perpétuo. Tenho na memória a tua imagem pousada no caixão com os corvos ao lado despachados no hábito e no folclore de conformidade, chorando a tua morte para chorarem a deles. Aberto de grandes espaços, o vento gélido da serra vibrava o seu augúrio de sombra. Vento de montanha, memória súbita de infância e o olhar suspenso da sua irrealidade. Fecho os olhos e escuto ao embalo da legenda. Legenda vã, memória de nada- é o nada que me é tudo na sua inesperada visita. Não estavas mal, com o teu ar recolhido sobre a nulidade do teu corpo morto. Mas não me dá jeito ter essa agora, feita do que te falsifica na exactidão de ti. Prefiro a de quando eras vivo e plausível, com o teu riso desdentado que era mais forte que tu, como quem tem com a vida um entendimento secreto e afirma nela a verdade de não haver morte. Prefiro essa para te imaginar ainda em casa, sentado no teu canto da cozinha com o lume aos pés ou coxeando pelo corredor, para eu poder quando quisesse viajar até ao mito que ficava em ti e destruir nele um pouco do meu desamparo...
Led

terça-feira, 6 de março de 2007

The Last Kiss - Garden State Part II


“Kim: Having a crisis are we?

Michael: Do I look like I'm having a crisis?

Kim: Everyone I know is having a crisis. I know you are not supposed to get them until midlife but I think something's happening to our metabolism

Michael: Our metabolism?

Kim: yeah I mean the world is moving so fast now, we are all chasing something so fast that we start freaking out long before our parents did. Feel my heart...Feel how fast it is?

Michael: ...that's a fast heart!

Kim: cause we don't ever stop to breathe anymore... You gotta remember to breathe or you'll die...”


Led

Hide and Seek

Imogen Heap - Hide and Seek

where are we?
what the hell is going on?
the dust has only just begun to fall
crop circles in the carpet
sinking, feeling

Led

quinta-feira, 1 de março de 2007

Silverchair’s “Young Modern” – A New Tomorrow?

Ora aí está! “Straight Lines” , o primeiro single de avanço ao 5º álbum da banda australiana já roda pela esfera musical digital desde o início da semana e tem chegada formalizada às discografias mundiais a partir do dia 10 de Março. O novo álbum, entitulado “Young Modern”, foi gravado entre 4 países e 3 continentes tendo como “warmp-up” uma curta tourné de preparação entre várias cidades do continente australiano, Nova-Iorque, Los Angeles e Toronto ( nada de Europa, como já vem sendo habitual!). “Young Modern” visa desdenhar em absoluto as referências habituais da banda com base nos tempos pressurosos , misantropos e artisticamente enfadonhos de “Frogstomp” e “Freak Show” e promete caminhar para um futuro bem mais ecléctico e descomplexado retirando nuances melódicas dos dois últimos álbuns da banda e ainda à sofisticação sintética mais radiosa do projecto a solo de Daniel conjuntamente com o DJ Paul Mac - “The Dissociatives” . O resultado predispõe uma miscelânea bizarra de alusões de ambos os cosmos Pop e Rock com prometidas pinceladas de um mundo novo ( cujas menções a Beach Boys, Queen, Pink Floyd e Bowie não deixam de surpreender) desvelado por Johns nos 5 anos que permearam desde o último registo oficial . Diorama” foi considerado pelos apreciadores como o auge de maturação musical do jovem geniozinho de Newcastle tornando por isso sobremaneira inquietante a expectativa em torno do novo disco.

Diz o próprio vocalista do embate de ideias no novo trabalho e do categórico desfasamento entre a nova e a velha identidade do grupo:

"I've been thinking a lot since we finished the album about were this fits into the other stuff we've done. The way I see it the first album was naivety, the second one was anger, the third one was depression and the last one was escapism. Young Modern is all about acceptance. It's about embracing who we are as band and just really enjoying ourselves because that's all that really matters. Hopefully listening to this album will make other people feel what we feel when we play these songs together because I've finally figured out that that's a very special feeling."

Com “Young Modern” Johns revela-nos um nova linguagem adaptada a uma nova concepção e filosofia de vida - a aceitação tranquila das leis do destino – Epicurismo, diria eu se percebesse o que dizia! Para ele mas sobretudo para nós (os que gostam, não me canso de o dizer), que não temos outro remédio senão a adaptar-nos à ideia de factum:
Silverchair is dead, long live Silverchair!

Esta é a lista de temas do novo álbum apontados pelo site oficial com data planeada de registo nas lojas australianas no dia 31 de Março:

1. Young Modern Station
2. Straight Lines
3. If You Keep Losing Sleep
4. Reflections of a Sound
5. Those Thieving Birds (part1)
6. Strange Behaviour
7. Those Thieving Birds (part2)
8. The Man That Knew Too Much
9. Waiting All Day
10. Mind Reader
11. Low
12. Insomnia
13. All Across The World

Ah, já me esquecia! Este é o novo vídeo – “Straight Lines”:


Led